Postos de saúde estão sem a vacina pentavalente e preocupa milhões de brasileiros

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Foto: Reprodução/Pixabay

Postos de saúde em vários lugares do país estão sem a vacina pentavalente, que protege contra difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e meningite causada pela bactéria Haemophillus influenzae. A situação preocupa, pois recém-nascidos de 2, 4 e 6 meses de vida devem ser imunizados.

O Ministério da Saúde emitiu uma nota esclarecendo a situação, informando que o reabastecimento dos estoques deve ser normalizado a partir de novembro.

Em Itapipoca, o Coordenador de Vigilância a Saúde, da Secretaria de Saúde, Francisco Almeida Rocha informou que a os estoques do município zeraram no mês de setembro e que há uma previsão de reposição de parte da demanda, cerca de 40% no mês de novembro.

Postos de saúde em vários lugares do país estão sem a vacina pentavalente, que protege contra difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e meningite causada pela bactéria Haemophillus influenzae. A situação preocupa, pois recém-nascidos de 2, 4 e 6 meses de vida devem ser imunizados.

O Ministério da Saúde emitiu uma nota esclarecendo a situação, informando que o reabastecimento dos estoques deve ser normalizado a partir de novembro. Prefeitura informou que os estoques zeraram no mês de setembro e que há uma previsão de reposição de parte da demanda, cerca de 40% no mês de

Veja a nota emitida pelo Ministério da Saúde:

“O Ministério da Saúde informa que a vacina pentavalente adquirida por intermédio da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) foi reprovada em teste de qualidade feitos pelo Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS) e análise da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Por este motivo, as compras com o antigo fornecedor, a indiana Biologicals E. Limited, foram interrompidas pela Organização Mundial da Saúde/OPAS, que pré-qualifica os laboratórios.

O Ministério da Saúde solicitou a reposição do fornecimento à Opas. No entanto, não há disponibilidade imediata da vacina pentavalente no mundo. A compra de 6,6 milhões de doses começaram a chegar de forma escalonada em agosto no Brasil. A previsão é que o abastecimento voltará à normalidade a partir de novembro. Quando os estoques forem normalizados, o Sistema Único de Saúde fará uma busca ativa pelas crianças que completaram dois, quatro ou seis meses de idade entre os meses de agosto e novembro para vaciná-las.

O país demanda normalmente 800 mil doses mensais dessa vacina. O abastecimento está parcialmente interrompido desde julho, situação comunicada aos Estados e municípios.

Por se tratar de um imonubiológico, diferentemente dos medicamentos sintéticos, a vacina não tem disponibilidade imediata. Portanto, embora haja recursos para aquisição, o recebimento efetivo pelo Brasil depende do processo de fabricação e testagem.  

O Ministério da Saúde reitera que não há dados que ensejem emergência epidemiológica no Brasil das doenças cobertas pela vacina pentavalente. Ainda assim, neste momento, os estoques nacionais são suficientes para realização de bloqueios vacinais, caso surtos inesperados apareçam. O sistema de vigilância à saúde monitora continuamente o tema a emitirá os alertas se estes forem necessários”.

Da Agência Saúde
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